Vamos a
futebol: o
Sporting ofereceu um belíssimo jogo de futebol contra o Tottenham. Belíssimo para pré-época, atente-se, e esta está na recta final.
Se fiquei entusiasmado com algumas movimentações ofensivas e qualidade individual dos jogadores leoninos, pouco foi o ânimo ao observar algumas das suas carências defensivas. Pareceu uma daquelas selecções de países quase desconhecidos que prometem muito mas que a dada altura apresentam uma certa ingenuidade que as impede de vencer os jogos (estarei a falar de Potugal?).
A linha defensiva concentrada no fora-de-jogo lembrou-me do jogo contra a Udinese (em Itália) da época Peseiro, por exemplo, em que os italianos não marcaram uns 5 golos na primeira parte por milagre. Neste jogo, Bale teve certamente mais de 10 cruzamentos perigosos (não deu para fechar essa válvula?) e os dois golos do Tottenham surgiram precisamente da tentativa falhada de colocar os avançados em fora-de-jogo. De referir que pelo menos numa ocasião o árbitro anulou um lance perigosíssimo (protagonizado por Bale, que ficou com 3 avançados ingleses isolados e em jogo a quem cruzar a bola) por mal-assinalado fora-de-jogo. A táctica defensiva proposta interessa-me, mas se não funciona na quase perfeição, irá resultar em muitos golos sofridos.
Mas foi a nível individual que mais entusiasmo foi gerado nos espectadores deste jogo.
Jogadores como
Veloso (inteligente, forte, maduro),
Coelho (tem potencial),
Martins (técnica e velocidade de raciocínio),
Fernandez (joga a espaços, óptimo golo),
Salomão (temível; o Nani desta pré-época), quase que me conseguiram tranquilizar em relação ao futuro do clube.
Valdes parece ter muita força e vontade, menos para defender. Grimi e Abel perceberam a importância dos laterais nos movimentos ofensivos, correndo para dar apoio, mas são francamente fracos.
Torsiglieri pareceu-me lento. Quanto a
Liedson, chegou a altura de darmos o braço a torcer - fraco no apoio vertical (não tão fraco quanto
Pongolle), frequentes más decisões - estaríamos melhores sem ele. Pongolle não é mau de todo (eheh), teve pormenores indicativos de que jogaria melhor no apoio ao ponta-de-lança (número 10) ou mesmo numa linha lateral do que a avançado puro, mas dificilmente será alguma vez importante para a equipa.
Maniche parece preocupar-se mais em dar apoios defensivos (passa a bola e corre para trás) do que ofensivos (no final de contas, trocá-lo por Veloso seria ridículo) e demonstrou que não é só a idade que impede um jogador de cometer erros estúpidos.
Djaló quis impressionar.
Pedro Mendes, nada a registar, excepto um pontapé de canto risível (porquê ele??).
Saleiro veio tarde.
Vukcevic não tocou na bola.
Uma nota preocupada para
Patrício, que tanto tenho defendido: se esta época continuar a falhar, e consequentemente não mostrar a evolução à altura do seu potencial, talvez não seja má ideia de todo investir-se seriamente na baliza do Sporting.