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20.12.09

o Auto-golo AsSaleirado



Ao contrário do que aconteceu com a estreia de Carvalhal e seguintes jogos, este jogo com a Naval deixou-me preocupado. O Sporting dominou durante grande parte do encontro e a vitória é indiscutível. Porém, a bizarra insistência no passe longo e directo e, consequentemente, a escassez do número de jogadas de ataque, são, no mínimo, sinistras. Como se os jogadores não acreditassem que conseguem fazer melhor do que aquilo.
Poderão alguns dizer que se tratou de uma estratégia tendo em conta o estado do relvado, que realmente estava inaceitável (classificá-lo de pior que o de Alvalade é dizer tudo) e não deveria ser permitido numa competição séria este tipo de condições.
De qualquer modo, este jogo pareceu-me um retrocesso para Carvalhal. Eu não acredito que seja aquele tipo de jogadas que se discutem no balneário e que se praticam nos treinos. Jogadores talentosos como Carriço apenas viam uma maneira de chutar a bola: com estrondo, para a frente, como se se tivesse em permanente apuro. De Tonel, já podemos esperar isso, apesar de ter feito uma partida muito mais segura do que o costume (e saúdo sempre o facto de ter o Polga no banco. Na verdade, defensivamente parece-me que melhoramos). Mas, por exemplo, este Izmailov, nervoso, intranquilo, não nos serve. Concordo com esta análise e desconfio de Sebastiães que da bruma do ginásio subitamente são aqueles que fazem falta. O Liedson encontra-se errático, vai muitas vezes buscar as bolas às linhas, raramente lhes dá boa sequência, incapaz de dar sequência aos lances (às vezes é quase como se não quisesse fazê-lo). Saleiro é um jogador fraquinho, muito fraquinho (lento a chegar às bolas, como o vídeo disponibilizado acima testemunha). Moutinho e Veloso jogaram grande parte do encontro a olhar para cima, a ver onde é que a bola chutada pelos defesas iria cair. Gostei do facto do segundo estar cada vez mais maduro, raras são as vezes em que erra um passe, porém colocá-lo nas alas não traz grande progressão ao jogo do Sporting. Pena não ser aproveitado aqui nesta equipa. Adrien cresce e a sua disponbilidade fisíca e visão de jogo não se adequam a um futebol de pontapé para a frente.
O auto-golo de ontem (por que razão se insiste em toda a comunicação social e afins que o golo foi do Saleiro, e à ponta-de-lança, como alguns escreveram?) diz tudo acerca do que foi o jogo do Sporting de ontem à noite.