20.4.10
Enquanto se perder tempo com estes assuntos
26.2.10
O Hospício 10A
8.2.10
Dependência
Mas meus caros sportinguistas, por mais que falem mal do vosso presidente a verdade é esta: Este Sporting é JEBODEPENDENTE.
27.1.10
A jogada de mestre de JEB
Após a demissão de Paulo Bento, consegue pôr Sá Pinto na estrutura do clube. Sá Pinto que saiu porque tinha más relações com alguns ex-colegas que ainda por lá continuavam como Liedson.Contratam-no para ser director desportivo? Não. Para ser o apaziguador das claques. Assim, deixa de haver tanta contestação. Na mesma altura contrata Salema Garção para ser "team manager", uma espécie de director desportivo, sem responsabilidade em aquisições (que também não eram responsabilidade de Sá). JEB sabia que chegavam apenas umas para as claques não verem o despedimento de JEB como a única saída... E também sabia que em apenas algumas semanas a relação de Sá Pinto com alguns jogadores iria deteriorar-se. Assim, chegámos ao que aconteceu a semana passada com naturalidade... E nem problema houve em não estancar a notícia. Sá Pinto é despedido e Salema Garção acumula cargos (o que já era oficioso, passou a oficial), as claques não podem acusar JEB da saída de Sá e... Liedson é multado em 1 terço do ordenado permitindo poupar as contas leoninas. Tal como se ouviu nas escutas a propósito do caso Deco: "genial, sr presidente! genial!"
22.1.10
Cascar no Patricio
11.1.10
à atenção do Bettencourt
12.12.09
27.11.09
oops, onde é que já ouvimos isto?
22.11.09
O Bento e o Carvalhal
O mesmo tipo de escrúpulos do homem da tabacaria que diz que não deixa que a sua mulher pratique felatio, pois são esses mesmos lábios que irão depois beijar as crianças.
Paulo Bento, convém recordar, era um treinador em percurso descendente: o Sporting jogava cada vez pior, passou algumas das maiores vergonhas da sua história (fala-se muito dos jogos com o Bayern, mas esquecem-se os jogos contra o Barcelona) e o seu cargo estava em risco. Alguma sorte (vitórias pela margem mínima, à ultima da hora, pouco merecedoras, talvez) levou a equipa do Sporting a acabar em 2º lugar. Mas, uma vez mais, não se vendeu ninguém, e isso diz muito do que foi essa época.
A sua continuidade fazia no entanto esperar o que daí veio: incapacidade competitiva. Começaram os desabafos, os assumir de culpas, as lamúrias, as alegorias ao Titanic. Sejamos francos: ha muito que ja ninguém podia com o Paulo Bento.
Mas este homem teve uma grande sorte (para alem do auto-golo contra o Hereveen): a estupidez de José Eduard Bettencourt. Se sentarmos um camelo ao lado dum lama, 4 em cada 5 pessoas dirá que o primeiro é o mais inteligente (sobretudo porque o lama se baba muito).
Os sportinguistas finalmente viram aquilo que para mim e outros sempre foi óbvio e Paulo Bento tornou-se num mártir. Eu próprio simpatizei com ele, na despedida, em grande medida devido ao ódio que mantenho pelo JEB.
Ora bem. As recentes entrevistas que Bento deu, no entanto, destroem-lhe a aura. Qual o propósito em desestabilizar assim o clube a que ele tanto deve? Que outro clube teria dado a oportunidade de ser o treinador principal da equipa, ainda sem a totalidade do curso, ao Paulo? Que outro clube alguma vez protegeu um treinador da forma que o Sporting fez? Que outros adeptos têm a paciência que os sportinguistas tiveram ao longo destes últimos 18 meses? Qual a honorabilidade em conspurcar a imagem do Sá Pinto (por quem eu pessoalmente nao morro de amores) mal este iniciou funções, sem tecer uma acusacao fundada sequer? Qual o objectivo em apontar o dedo ao Rogério Alves, sportinguista de gema, que sempre defendeu os interesses do clube com veemência, acusando-o (senilmente) de sede de protagonismo?
Em suma, entrevistas que só lhe ficam mal. Perde quase toda a simpatia que tinha por ele. E que até acho que podem pôr em causa o seu futuro imediato como treinador: ninguém quer um gajo lamuriento.
17.11.09
O Presidente vai bebado
13.11.09
Não, repare, esse amarelo é na verdade roxo.
Ou o homem é estúpido e incapaz de aplicar uma estrutura lógica ao seu discurso, ou então pensa que os outros são estúpidos.
Bettencourt apressou-se em dizer que ia arranjar um treinador em duas semanas. Apressou-se a demitir a equipa técnica actual. Foi também este o homem que disse que ia acabar com os jogos às nove da noite, arranjar 4 reforços de peso, angariar novos sócios pagantes (para depois os ridicularizar, ao decidir utilizar como insulto o facto de um adepto ser o sócio noventa e tal mil), etc.
Teve noventa por cento dos votos.
6.11.09
Temos todos pena?
2.11.09
ser-se anti-Bettencourt é ser-se Sportinguista
De caca vez que assisto a um jogo do Sporting deixo as emoções num outro lugar qualquer e este não foi excepção. Os que me conhecem acham estranho o silêncio e nem o pontapé do Matias me fez saltar do sofá. O que vejo em campo é, cada vez mais, um grupo de jogadores desesperados. Fazem-me pena, imagino as suas conversas no balneário, antes da partida, imagino os seus desabafos às famílias. O peso que carregam é transportado para dentro de campo e é contra ele que lutam e espernejam.
Tenho um sonho recorrente em que estou a tentar fugir de alguém, ou a tentar correr com uma bola de futebol, mas não tenho forças, os músculos não dão para aquilo que parecia ser fácil. Assim são os jogos do Sporting.
E senti especialmente pena deles neste fim-de-semana. Lembro-me dum comentário do Lima há uns tempos, e envergonho-me deste período do Sporting. Temos o ego em baixo, espernejamos, berramos, mas não conseguimos sair. O Moutinho de cócoras a segurar a cara com as duas mãos. O peso no coração depois do Caicedo ter mandado a bola ao poste. O Paulo Bento a tentar conter o entusiasmo da equipa logo após o 1-0. Pela televisão até me pareceu que o Bento tentou mudar de penteado, aliviar o risco ao meio. Pode ter sido só ilusão.
Tive pena do Bento, tive pena dos jogadores. No meu post anterior não procurei nunca sugerir a violência no estádio. Por favor, usem-na, mas contra o Bettencourt. Lamento estar em Londres neste momento.
30.10.09
cocktail molotov pelos vidros adentro do carro do Bettencourt. já

Depois de visualizar (em diferido) a entrevista do JEB, o seguinte salta-me à vista:
1 - a análise do PLF é de louvar, mas demoro 30 minutos a lê-la (e a entrevista foi de 30 minutos). E, apesar de profunda, falha a observação que eu pessoalmente considero ser fulcral: ir ao ponto 2.
2 - JEB deu entrevistas (ridículas) aos três principais jornais desportivos, num momento em que a contestação aumentava consideravelmente, pelas razões que todos conhecemos. Ridículas pela superficialidade, pelos tiros ao lado e sobretudo pela conivência da comunicação social; o próprio facto de um presidente ter dado três entrevistas a três jornais concorrentes no mesmo dia é inédito e tresanda a esturro de marketing. A questão é: o que levaria alguém a crer que uma entrevista a um canal televisivo seria diferente? Acaso esperávamos que Bettencourt subitamente viesse iluminar o universo sportinguista (e desportivo) com as suas ideias? Acaso esperavamos jornalistas exigentes e bem informados, com perguntas relevantes?
3 - A questão aqui é apenas uma: José Eduardo Bettencourt foi eleito por um grupo de sportinguistas doentes (mesmo que temporariamente doentes) a mando da comunicação social. As entrevistas em "momentos-chave", com jornalistas cyborgs (chamemos-lhe entrevistar, mas mais correctamente poderíamos era dizer chupar) apenas confirma a relação incestuosa. Sera que vamos ter entrevistas destas de cada vez que o Sporting nao ganha e joga mal??
4 - JEB esteve o programa todo sentado como um puto no ensino básico, que encara a directora de turma mais a directora da escola, mascando pastilha e a dizer "apalpei a Janice, e então?". Os jornalistas deixaram o homem dizer as palermices que quis, numa complancência embaracosasinistra, que me envergonha enquanto português (não estou a exagerar).
5 - gostei particularmente de:
a) o jornalista (ao bom estilo seboso, enconado, preguiçoso) refere a existência de pressões externas, mas emenda logo a seguir para o termo pressões maldosas (WTF?), numa logica de ditadura, em que qualquer pressao externa (leia-se contestacao) e', por natureza, maldosa;
b) a afirmação de JEB: A solução passa por nível interno a vários níveis, aperfeiçoar, rever, mais interacção. O importante é q estamos interessados a resolver isto. Os "jornalistas" ficam satisfeitos com a profundeza da resposta;
c) é a própria "jornalista" (recuso-me a chamá-los disto sem parêntisis) sugere que o reforço mais importante é o Izmailov, não fosse o JEB esquecer-se de lançar essa.
d) a mesma gaja, após a explicação do JEB do que é o departamento de Scouting do Sporting (cuja existência sisífica, nos moldes discorridos, não entendo), confirmou que não queria exemplos de referenciações do Sporting que não se concretizaram, é melhor guardar para si, disse ela, cuidadosa, nao fosse o JEB ficar mal na fotografia.
e) e para terminar convença lá os sócios do Sporting a ir ao próximo jogo.
Posto isto, apresso-me aqui também a discordar de outros companheiros de blog, como os do Cacifo, cujo movimento de boicote ao próximo jogo muito prezo. Em muito boa hora, esta rapaziada evidenciou a estupidez dos tipos da Juventude Leonina e da Associação de Adeptos do Sporting (o qué isso?... pois), ao relacionarem um boicote com desacatos de ordem. Os cacifeiros dizem que um movimento pacífico é o que se pretende, mas, tendo em conta o que aqui escrevi, eu garanto-vos que isto só vai lá com pauladas, apedrejamentos e cocktails molotov.
notícias relacionadas: maisfutebol, Público, sportingapoio
15.10.09
Objectivos do Sporting - entrevista de JEB aos jornais

- É o objectivo, claro. Quando o Sporting se sagrou pela última vez campeão, gastava o mesmo que o FC Porto e o Benfica. Eles hoje gastam e investem mais, enquanto nós gastamos menos do que em 2002. Temos um orçamento que se calhar é caro para ficar em 3º lugar e que para ser campeão é muito barato.
- Uma boa desculpa...
- Não é desculpa nem desresponsabilização, mas põe mais pressão em todo o lado. O Sporting trabalhou mal a questão do 2º lugar. Sabíamos todos que era difícil ficar quatro anos à frente do Benfica e que a probabilidade de isso voltar a acontecer iria reduzir-se de época para época.
- Tendo essa consciência porque elevou a expectativa quando se candidatou?
- Foi talvez um dos problemas da minha candidatura: todos sentiram a pressão de fazer um brilharete. Talvez também não contássemos muito com o pé no acelerador do nosso concorrente. A verdade é que se criou uma pressão muito grande a todos os níveis, inclusivamente equipa técnica e jogadores. Todos sentiram uma pressão brutal de não falhar. Essa pressão vem da autoexigência e do brio. Por outro lado, anteriormente, poderíamos dizer que o plantel do Sporting era muito jovem e que, de alguma forma, essa circunstância permitia-lhe estar liberto de uma certa pressão. Mas hoje eles já não são os jovenzinhos que acabaram de chegar à equipa e passaram a sofrer a cobrança de fim de linha.
- Assim como aos clubes é exigido outro tipo de comunicação, também acho que há coisas que podem e devem ser explicadas para conforto de todos. Por exemplo, se na final da Taça da Liga há um erro grave que influencia e determina o resultado, os responsáveis devem vir a público dizer: isto correu mal, errámos! Põe-se um ponto final no assunto e seguimos todos a nossa vida.
- Insistindo: Vítor Pereira está disponível...
- É um caminho que pode e deve ser usado. Tem de haver maior aproximação.
- Mas já usaram?
- Não. Temos andado de costas voltadas. Temos todos a obrigação de melhorar as relações.
- A arbitragem serve de desculpa para tudo?
- Não, nem o Sporting usou esse argumento."
Enfim...
----------
- Como reage à antipatia que se gerou em relação a Ângulo logo no primeiro jogo?
- Acho que ao segundo já foi melhor... Ele sabe como é, aguentou bem. Tem muitos anos de futebol.
Desconheço qual o segundo jogo. Mas ou foi na Holanda em que entrou ao 82min ou foi contra o olhanense que saiu aos 27min.
------
- Com o Hertha o Sporting ganhou e a reação foi idêntica...
- Acho que aí exagerámos na má exibição.
Muito bom este conceito de quantificar as más exibições.
-------
Para acabar, JEB deixa-nos em tom paternalista com um conselho:
"Demora tempo conhecer o Sporting. Não se nasce presidente do clube em 24 horas. Precisei de 3 meses para perceber o que é o clube. Aliás, recomendo vivamente a quem tenha a ambição de ser presidente do Sporting para se preparar e estudar"
14.10.09
a estrategia obscura do Bettencurismo
28.9.09
As inexplicáveis lamúrias

No rescaldo do confronto entre o FCPorto e o Sporting, temo-nos deparado com uma cascata de lamúrias por parte dos adeptos (via estes blogs, por exemplo), dos dirigentes e do treinador em relação à escolha da equipa de arbitragem.
Eu pergunto:
Por que raio é que um treinador fica possesso com a expulsão (discutível, mas não escandalosa) de um jogador a 10 minutos do fim de um jogo que já estava evidentemente perdido?
Por que é que um treinador pode errar sucessivamente, como é unânime para todos, e um árbitro não?
Por que é que um treinador pode entrar dentro de campo a esbracejar com o árbitro e eu não o posso fazer mas em relação às decisões do treinador?
Que raio de dirigente é este que apresenta dois tipos de discursos diametralmente opostos antes e depois do jogo em relação às decisões do comité de arbitragem?
Meus amigos, este folclore Bento/Bettencourt é apenas areia para os olhos do adepto sportinguista que se por um lado vê que o Polga é inaceitável, por outro não vê (aparentemente) que quem o mete a jogar e quem o mete a treinar é que tem culpa.
11.8.09
Bettencourt: sinto culpa...
O que me surpreende não é o Bettencourt mostrar sem pudor nenhum ser um paspalho miserável (isto enquanto "político do futebol", que a nível pessoal nada sei dele nem quero saber). O que me surpreende é ao jornalista do dito jornal não ter passado pela cabeça as perguntas: "Como é que o JEB pode mudar de discurso tão radicalmente com apenas 2 meses de presidência e numa altura em que o campeonato nacional ainda nem se iniciou e o Sporting continua nas pré-eliminatórias para a Liga dos Campeões? Como é que pode à 2ª feira falar em até os comemos e na 3ª feira afirmar haver expectativas irrealista? Como é que pode assumir tão frontalmente ser um aldrabilhas de fato e gravata?"

