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11.6.10

Nani e a infecção

É sempre com um lag de anos que se ficam a saber das possíveis causas para infelizes participações neste tipo de competições. Os treinadores de hoje em dia consideram que o mais delicado pormenor pode ter consequências catastróficas para a motivação dos seus atletas. Convocam-se artistas de circo para animar as hostes, uns treinadores garantem que deixá-los soltos é que é, outros que apenas o rigor comportamental levará a vitoria (e assim Inglaterra passou de um Eriksson para um Capello, por exemplo), enfim, tratam-se os jogadores de futebol como se fossem criancas, mas dá-me a ideia de que poucas coisas são feitas a nível da motivação que tenham real interesse e profundidade.

O caso de Nani tem particular interesse. Vejamos: Nani faltou a um treino, diz-se que foi fazer trabalho de ginásio. Depois desaparece numa manha, diz-se que foi ao Hospital e ninguem justifica (desligam-se os telemóveis). Inventa-se uma desculpa esfarrapada acerca dum ombro magoado 4 dias antes, assume-se a nao-comunicacao “O processo de exclusão do jogador foi complicado e com pormenores que devem apenas ficar entre a minha equipa técnica e Alex Fergunson.”

Mas a verdade virá ao de cima, seja com o lag de umas semanas, dias, meses. Virá ao de cima, tal como Queiroz vira ao de cima, finalmente: Nani sofreu uma infecção de gravidade significativa no seu ombro esquerdo na sequência de uma tatuagem que terá feito recentemente. A antibioticoterapia intensa e a necessidade de imobilização da clavícula impedem o jogador de fazer exercicio durante as próximas semanas. Alex Fergunson accionou todos os mecanismos que o Manchester United tem ao dispor para antecipar o regresso do atleta.

A razão pela qual a comunicação social não esta preocupada com as desculpas ordinarias da FPF e seu Seleccionador... deprime-me.