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17.2.10

Golo legítimo.

Sempre que uma situação desta surge, a discussão é reatada: por que raio é que alguns árbitros deixam o jogador marcar o livre imediatamente e outros exigem que só se o faça após o som do apito? Penso que não uma regra específica em relação a este assunto (se alguém tiver informação em contrário, chute), mas o caso Porto-Arsenal suscita em mim pouca discussão. Vejamos o lance: Campbell, trôpego, passa a bola ao guarda-redes que em jeito de tenra colegial alcoolizada a agarra. Ambos souberam nesse momento o erro cometido. Micael esbraceja histérico, exigindo a bola como quem exige mais um shot de heroína na veia. Fabiansky comove-se e cede a bola ao adversário, enquanto Sol apoia-se nos joelhos, aborrecido com toda a situação. O grau de amadorismo destes dois jogadores mereceu o golo de Falcão e as palavras de Wenger, explicando que o Campbell tocou na bola sem querer (with the toe) confirmam-nos a sua nacionalidade.
O que de resto me apetece destacar neste jogo é o fantástico lance de Varela, partindo o advsersário com toda a sua pujança fisíca e confiança para com felicidade inaugurar o marcador.

Mas por falar em roubos - e aqui o FC do Porto tem sido constantemente abençoado pelos deuses europeus - atentemos antes ao Bayern-Fiorentina. Neste jogo foi expulso um jogador italiano por razões ridículas, perdoou-se a expulsão de um elemento da equipa bávara que por pouco não partiu a canela do adversário e marcou-se um golo estando-se 2 metros em fora-de-jogo. E esta, hein?